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Qumica Nova na Escola
Vol. 39 No2
Maio de 2017

Editorial

SBQ faz 40 anos e sedia congresso da IUPAC

 

Este ano, a SBQ faz 40 anos e comemora em grande estilo: sediando o 46º. Congresso Internacional de Química promovido pela International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), que ocorrerá em conjunto com a 40ª. Reunião Anual da SBQ, de 9 a 14 de julho, em São Paulo, SP. Para destacar a importância desse acontecimento, basta lembrar que é a primeira vez que a IUPAC promove seu principal congresso na América do Sul. O evento contará com a participação de grandes nomes da ciência química de todo o mundo, em uma extensa programação (que pode ser consultada em www.iupac2017.org), sob o tema geral Sustainability & Diversity through Chemistry. Entre as diversas conferências e trabalhos a serem apresentados, nas diferentes áreas e especialidades da química, está incluída também uma programação dedicada à área de Ensino de Química. Serão 14 conferências apresentadas por convidados de diferentes países, incluindo Alemanha, Austrália, Colômbia, Costa Rica, EUA, Holanda, Israel, Japão, Malásia, Reino Unido e Turquia - além de nosso
colega Eduardo F. Mortimer (UFMG), ex-editor da QNEsc e participante ativo da Divisão de Ensino de Química da SBQ, que falará sobre o tema Pedagogic link-making in higher education science classrooms: does the content matter? Além das conferências, foram aceitos mais de uma centena de trabalhos na área de Ensino de Química, estando previstas 22 apresentações orais e 89 na forma de pôsteres. Será, sem dúvida, uma grande oportunidade para que a comunidade de educadores em química do Brasil e do mundo troquem experiências e divulguem o conhecimento que vem sendo produzido na área.

Enquanto aguardamos esse grandioso congresso, apresentamos mais um número de Química Nova na Escola. Nesses tempos em que ódio e intolerância se espalham em tantas instâncias no Brasil e no mundo, é alentador perceber que também se organiza, de muitas formas, a resistência a esse movimento. Tanto melhor se a própria sala de aula de química puder se constituir em espaço para a inclusão e o respeito à diversidade humana. Três artigos nesta edição trazem exemplos nesse sentido. Dois deles tratam da inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais: um deles aborda sequências didáticas para o ensino de conceitos de estequiometria a alunos com deficiência auditiva; o outro descreve o uso de experimentos com alunos deficientes visuais, em uma abordagem multissensorial. Um terceiro artigo resgata os conhecimentos de mineração e metalurgia dos africanos trazidos escravizados para o Brasil, inserindo o ensino de química na discussão do racismo ainda tão presente em nossa sociedade.

A temática da Educação Ambiental está presente em dois artigos. No primeiro, um grupo de pós-graduandos desenvolveu um trabalho em uma escola de Ensino Médio, a partir do tema transversal O rio e a escola integrado ao currículo da escola, propiciando a aprendizagem de conteúdos de química e de outras disciplinas em um contexto significativo para os alunos. No segundo artigo, os autores descrevem a criação e avaliação de um jogo didático do tipo RPG, abordando a Educação Ambiental utilizando conceitos da área de química dos alimentos.

Variados conteúdos de química são focalizados nesta edição, sempre de maneira contextualizada: terpenos e vidros planos são temas de dois artigos. O ensino do conceito de polaridade é também discutido, em relato de atividade realizada com alunos do ensino médio, por meio de experimentos de cromatografia em papel. A contextualização está presente ainda em outro relato, no qual o ensino de química foi estruturado em torno do tema do milho, ingrediente de diversas comidas típicas das festas juninas. Considerando que o mês de junho está próximo, professores de química de todo o Brasil podem se inspirar nesse artigo para desenvolver atividades temáticas semelhantes com seus alunos.

A formação inicial de professores merece destaque no artigo que trata da escrita como forma de constituir-se professor-pesquisador, oferecendo importantes reflexões sobre o papel das interações que ocorrem no coletivo de licenciandos, bem como sobre a apropriação das possibilidades da escrita para a formação dos futuros docentes. Finalmente, a seção Cadernos de Pesquisa toma como objeto de investigação os artigos publicados em 20 anos da nossa QNEsc (1995-2014), a fim de caracterizar a constituição do discurso da Educação Química no âmbito da comunidade de autores que publicam neste periódico.

Que a leitura desta edição seja agradável e frutífera para todos!

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Paulo Alves Porto
Salete Linhares Queiroz

Editores

Sociedade Brasileira de Qumica 2017

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on-line ISSN 2175-2699
impreso ISSN 0104-8899
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