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Química Nova na Escola
Vol. 34 Nº1
Fevereiro de 2012

Editorial

No próximo número, a QNESC vai completar 17 anos de ininterrupta publicação. Ao longo desse período, a revista contribuiu de forma significativa para a difusão de propostas de ensino de química para transformar o cenário educacional brasileiro. Esta é referência tanto no Brasil como em Portugal e em países de língua espanhola. Ela não só se tornou referência na publicação de trabalhos de pesquisa em ensino de química, como na difusão de práticas de ensino de química e de atualizações conceituais para preservar a clareza da linguagem química no seu ensino. A revista, assim, conta com contribuições regulares de pesquisadores em ensino de química, de químicos de todas as áreas e com a experiência de sala de aula de professores. Neste número, apresentamos o depoimento de um leitor assíduo da revista que registra em artigo as contribuições da revista.

Dentro desse intuito de cumprir o seu papel de transformação da educação Química, no início deste ano, lançamos uma chamada de artigos, disponível na página web de Química Nova na Escola e na página 20 desta edição, sobre o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, o PIBID. Esse programa é parte de um conjunto de iniciativas do Ministério da Educação que visam apoiar projetos de formação inicial e também continuada de professores, envolvendo cursos de licenciatura e escolas públicas, desenvolvidos até então sem quaisquer recursos e atenção dos órgãos oficiais. Com o PIBID, tais parcerias são apoiadas financeiramente na forma de bolsas para licenciandos, professores das escolas e das universidades, além de material de consumo. Além disso, a necessária e reivindicada parceria entre escola e universidade passa a ser regulada por um convênio que estabelece formalmente as funções e responsabilidades dessas instituições na formação de professores e também mobiliza secretarias estaduais e municipais de educação. Dessa forma, o estágio supervisionado, que é a parte integrante do currículo das licenciaturas, alcança o status de atividade formativa integradora dos sistemas públicos de ensino da educação básica e superior e se legitima também como campo de investigação da prática docente.

A comunidade de Educação Química tem participado ativamente do PIBID, o que vem sendo constatado nas comunicações em congressos como a Reunião Anual da SBQ, ENEQ, ENPEC e outros encontros regionais da área. A chamada de Química Nova na Escola tem por objetivo abrir espaço para a divulgação tanto de pesquisas como de processos inovadores de formação de professores de química e ciências. Também serão considerados estudos sobre inovação curricular nas licenciaturas e na educação básica, desde que sejam desdobramentos das ações do PIBID. Temos convicção que esses estudos organizados em um painel temático a ser publicado no último número de 2012 nos informarão sobre o estado da arte da formação de professores dessas áreas, revelando a complexidade e diversidade dos processos formativos de professores e estudantes, pois é por meio da reflexão e comparação entre esses estudos que teremos real medida de potencialidades, obstáculos, sinergias e contradições que as parcerias entre escola e universidade introduzem na formação de professores. Mais do que uma solução direta para os inúmeros e históricos problemas da formação de professores, das dificuldades de aprendizagem, da motivação para as carreiras científicas, do desempenho dos estudantes nos exames nacionais, os projetos PIBID são oportunidades inusitadas para compreendermos as tensões manifestas nas relações professor-aluno da educação básica e superior, tensões essas que se materializam nas salas de aula e são alimentadas por outras muitas atividades humanas.

Os Editores

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Sociedade Brasileira de Qumica © 2012

on-line ISSN 2175-2699
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