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A área de Educação Química do Instituto de Química da UFRGS: recontando 36 anos de uma trajetória

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160488

Tania Denise Miskinis Salgado
José Claudio Del Pino

30 Anos de QNEsc

Este artigo, de caráter comemorativo dos 30 anos da revista Química Nova na Escola (QNEsc), tem o objetivo de realizar um registro histórico do percurso da Área de Educação Química do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), desde sua criação, em 1989, até os dias atuais. Trata-se de uma caminhada lado a lado com a QNEsc, que começa em 1994, no VII Encontro Nacional de Ensino de Química, quando a Sociedade Brasileira de Química propôs a criação de uma revista dirigida a professores de Química com foco na educação básica, e que prossegue até o presente. Especial atenção será dada aos fatos cujos registros não são facilmente encontrados, por serem de uma época pré-internet, em que as publicações circulavam, exclusivamente, de forma impressa. As publicações mais recentes já estão disponíveis com acesso aberto e, por isso, não serão tão enfatizadas neste resgate de memórias.

área de educação química, QNEsc 30 anos, história do ensino de química

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

A seção Ensino de Química em Foco de QNEsc: algumas considerações sobre o período de 2015 a 2024

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160480

Rafael Cava Mori

30 Anos de QNEsc

Neste artigo, revisamos as 57 publicações de QNEsc apresentadas na seção Ensino de Química em Foco, no período 2015-2024. A análise considera os perfis profissionais dos autores, os enfoques temáticos e os referenciais e métodos assumidos pelas pesquisas. Apesar de permanências em relação ao decênio anterior, registram-se algumas novidades, por exemplo, quanto aos focos temáticos e aos referenciais teóricos, destacando-se a presença cada vez maior de novos educadores químicos entre as referências dos artigos. Ao final do texto, traçam-se algumas expectativas para o próximo período, à luz do atual contexto econômico, social e cultural.

QNEsc, revisão, referenciais teóricos

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

Quão aberto é o “Espaço Aberto”?

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160483

Luciana Massi
Andriel Rodrigo Colturato

30 Anos de QNEsc

A seção “Espaço Aberto” da revista Química Nova na Escola foi criada em 1998 para abarcar a diversidade temática da Educação Química. Este artigo tem como objetivo compreender quais temas têm sido objeto dessa diversidade e em que medida eles apontam para uma especificidade desta seção. Realizamos um levantamento dos artigos publicados de 1998 até 2024 e um estudo adotando a Análise de Redes Sociais. Demonstramos quantitativamente a diversidade temática da seção, por meio das várias palavras-chave e das referências citadas, e apontamos para alguns temas mais recorrentes como a formação de professores, os processos e materiais didáticos, os aspectos curriculares e a diversidade e inclusão.

espaço aberto, análise de redes, diversidade temática

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

30 anos da QNEsc e os estudos sobre argumentação

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160476

Adjane da Costa Tourinho e Silva
Ana Carla de Oliveira Santos
Verônica Tavares Santos Batinga

30 Anos de QNEsc

Este artigo apresenta uma pesquisa bibliográfica sobre a argumentação no Ensino de Química, considerando as publicações na revista Química Nova na Escola (QNEsc) nos últimos 30 anos. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, teve por objetivo compreender como a temática tem sido abordada nos artigos, voltando-se aos objetivos, metodologias, referenciais teóricos e resultados alcançados. Uma busca sistemática foi realizada no site da revista com o termo “argumentação” como palavra-chave, resultando na seleção de 19 artigos que abordam explicitamente a temática. Os resultados indicam que houve poucas publicações entre 2015, ano em que foram publicados os primeiros artigos tratando sobre argumentação, até o ano de 2021, em que a revista dedicou uma edição especial à temática, envolvendo 12 artigos com uma pluralidade de enfoques. Nesse mesmo ano, houve a publicação de mais um artigo em novo volume, sem mais publicações até o primeiro semestre de 2025. Predominam estudos empíricos de natureza interventiva, com destaque para a variedade de metodologias e estratégias didáticas adotadas. O modelo de Toulmin foi o referencial mais utilizado, seguido pelo Ciclo Argumentativo de Leitão.

argumentação, ensino de química, 30 anos de QNEsc

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

Equidade no Ensino de Química: um olhar panorâmico sobre os 30 anos da QNEsc

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160473

Anna M. Canavarro Benite
Claudio Roberto Machado Benite
Lidiane de Lemos Soares Pereira
Marysson Jonas Rodrigues Camargo

30 Anos de QNEsc

O presente trabalho tem como objetivo refletir, a partir de uma análise panorâmica, sobre os manuscritos publicados nesses 30 anos da Química Nova na Escola (QNEsc), que abordam a pauta da equidade em aula de química, mais especificamente sobre a educação das relações étnico-raciais e a educação inclusiva. Foram analisados 43 artigos disponíveis no portal da revista, utilizando uma abordagem qualitativa. A análise foi conduzida com base em categorias, como: distribuição geográfica das publicações no Brasil, foco temático dos artigos (ensino e aprendizagem ou formação docente), eixos relacionados à implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, bem como as necessidades educacionais específicas tratadas nos artigos sobre educação inclusiva. Os resultados indicam que a QNEsc se configura como um importante espaço de divulgação de experiências e propostas voltadas à efetivação desses marcos legais na Educação Química, com forte participação de grupos de pesquisas das 5 regiões do Brasil, cujas propostas enfocam, prioritariamente, sobre estratégias de ensino e aprendizagem demonstrando a urgência dessas temáticas serem transpostas da legislação para prática docente. Os/As autores/as reafirmam a relevância da continuidade e ampliação desse movimento na literatura da área.

ensino de química, relações étnico-raciais, educação inclusiva, análise de publicações, QNEsc

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

Os atributos do jogo nos artigos de Química Nova na Escola: qual o jogo jogado pela QNEsc em seus 30 anos?

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160486

Márlon Herbert F. B. Soares
Maria Eduarda F. Pereira
Caroline B. Mariano
Carlos Leonardo A. Soares

30 Anos de QNEsc

Nos 30 anos de QNEsc, este artigo analisa a presença ou ausência dos atributos do jogo utilizados na literatura e que se relacionam tanto com o ensino e aprendizagem de conceitos quanto com as teorias do jogo filosófico e epistemológico, nos artigos da revista entre 1995 e 2025. Ao mesmo tempo, apresenta em quais seções os jogos didáticos/pedagógicos foram mais presentes, além de analisar quais conceitos e níveis de ensino foram mais explorados pelos autores e autoras de QNEsc. Os resultados nos mostram que os autores e autoras publicaram suas propostas, na maioria das vezes na seção Relatos de Sala de Aula, compreendendo o jogo como estratégia de ensino. Concentram-se mais nos atributos Interação entre os Jogadores, Regras, Avaliação e Desafio/Conflito. Logo, o jogo didático/pedagógico brasileiro prima pela interação efetiva entre os estudantes, se preocupa com a avaliação do que é de fato ensinado, tem regras adequadas e simples e procura apresentar dificuldades crescentes.

ludicidade, jogo didático/pedagógico, atributos do jogo

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02-EQM-29-12.pdf PDF: Material Suplementar

 

Visão plural, multifacetada e socialmente articulada da química como caminho para fortalecer uma perspectiva de educação química humanizadora e transformadora

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160481

Edenia Maria Ribeiro do Amaral

30 Anos de QNEsc

Na atualidade, temos assistido ao avanço de ideias e posições que favorecem a desinformação, a desigualdade e instituem mecanismos para um novo modelo de colonização, principalmente a partir de uma ampla comunicação em redes e a propagação de informações e perspectivas ideológicas que buscam formatar mentes, promover a dominação de territórios, se apropriar de riquezas e consolidar discursos que se pretendem hegemônicos e impeditivos do pensar e transformar criticamente a realidade de injustiça social em que vivemos. Neste trabalho, apresentamos concepções, reflexões e considerações sobre uma perspectiva de educação química que possa promover o enfrentamento a esse cenário, a partir do desenvolvimento de um pensamento químico crítico e transformador pautado em uma visão contra-hegemônica e ampliada de mundo. Para isso, defendemos a adoção de uma visão plural, multifacetada e socialmente articulada da química, que possa contribuir para ampliar nossa compreensão sobre o conhecimento químico, promover a expansão dos seus objetos de ensino e fortalecer uma perspectiva de educação química humanizadora e transformadora, na qual sejam articuladas dimensões científicas, sociais, ambientais, éticas e políticas, criando possibilidades de debate sobre novos modelos civilizatórios de sociedade, em um outro futuro possível.

perfil conceitual, facetas da química, pensamento químico crítico, educação química humanizadora e transformadora

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

A Química por meio de Histórias em Quadrinhos: desafios e possibilidades revelados por licenciados em Química

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160482

Natália Costa Rodrigues
Daniele Correia

Relatos de Sala de Aula

A presente pesquisa analisou as percepções de licenciandos em química, integrantes do Projeto Residência Pedagógica, sobre o uso e a criação de Histórias em Quadrinhos (HQs) no ensino de química. Este estudo é de natureza qualitativa e coletou dados por meio de um questionário aplicado antes da Oficina de Criação de Histórias em Quadrinhos (OCHQ), sendo estes posteriormente analisados por meio da metodologia de análise de conteúdo. Os resultados revelam que, mesmo sem experiência prévia com HQs, os participantes reconhecem seu potencial pedagógico para tornar o ensino de química mais dinâmico e atrativo. Além disso, destacam que o processo de criação estimula a escrita autoral, a criatividade e o desenvolvimento de habilidades didáticas. Assim, as HQs são reconhecidas como recursos promissores que podem potencializar os processos de ensino e de aprendizagem de química.

formação inicial de professores, ensino de química, programa residência pedagógica

02-EQM-29-12.pdf PDF: Relatos de Sala de Aula

 

A pesquisa em Ensino de Química na seção Cadernos de Pesquisa: o que fazemos e para onde vamos

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160475

Ana Luiza de Quadros
Eduardo Fleury Mortimer

30 Anos de QNEsc

Em comemoração aos 30 anos da QNEsc este artigo faz uma análise dos artigos publicados na seção “Cadernos de Pesquisa” da revista, no período de 2015 a 2024, comparando os dados com os dois decênios anteriores. Observamos que as pesquisas relatadas estão em consonância com as pesquisas em caráter mundial e, portanto, tratam de temas atuais. Ao longo desses 30 anos da revista verificamos uma ampliação do perfil dos autores, com aumento considerável de pós-graduandos, e uma maior diversificação das temáticas de pesquisa publicadas, em consonância com tendências de pesquisas internacionais. Além disso, grande parte das pesquisas têm buscado entender o que acontece na sala de aula, contribuindo diretamente para o ensino de Química. Como possibilidades futuras destacamos temas que envolvem a inteligência artificial, que já fazem parte da nossa realidade e que necessitam de um olhar mais específico – em termos de pesquisa – para que nossa comunidade conheça os limites e as potencialidades dessa e de outras ferramentas para o ensino e para a pesquisa em ensino de Química.

QNEsc, pesquisa em ensino de química, artigos

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02-EQM-29-12.pdf PDF: Material Suplementar

 

Configuração das colaborações como elementos estratégicos de consolidação do subcampo da Formação de Professores de Química: as sementes e os frutos

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160490

Brenda dos S. Barbosa
Nyuara A. S. Mesquita

30 Anos de QNEsc

O artigo analisa a consolidação do subcampo da Formação de Professores de Química (FPQ) no Brasil, com base na teoria de Pierre Bourdieu. Por meio de análise documental, realizada a partir da Plataforma Lattes e de genealogias acadêmicas, destaca-se o papel central das redes de colaboração entre pesquisadores como estratégia de resistência e legitimação frente às normas dominantes do Campo Científico da Química. Essas redes, tecidas por vínculos intergeracionais, eventos científicos, grupos de pesquisa e produção compartilhada, configuram estratégias legítimas de valorização do ensino e da formação docente em Química. A cooperação acadêmica entre agentes da FPQ emerge como elemento estruturante do capital científico da área, promovendo sua continuidade e reconhecimento institucional. As considerações finais evidenciam a força dessas redes na constituição de um habitus próprio, sustentado por práticas colaborativas e pela criação de espaços legítimos de pesquisa em Ensino de Química.

Pierre Bourdieu, colaboração acadêmica, capital científico

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

Divulgação científica e educação química: entre caminhos percorridos e agendas urgentes

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160484

Wilmo Ernesto Francisco Junior
Líria Valéria de Oliveira Silva

30 Anos de QNEsc

Esse trabalho analisa a divulgação científica (DC) do ponto de vista conceitual e a partir de revisão de 30 anos de Química Nova na Escola. Para tanto, se apoia numa perspectiva que considera a DC num contínuo entre transmissão, diálogo e participação, cujas características variam gradativamente para o engajamento na discussão pública de ciência. Ressalta-se a importância de reconhecer a DC para além da perspectiva de recodificação/adaptação do discurso científico, concepção ainda muito presente nas publicações em QNEsc. Observou-se o crescimento de publicações cujos enfoques centram-se em práticas e análise de materiais, em especial textos. Nota-se uma tensão entre os aspectos teóricos e a dimensão prática. Dentre os desafios, se destacam: a incorporação de ações de DC que contemplem em maior grau a participação cidadã, o engajamento e debate público no cenário digital; a ampliação de ações para públicos menos favorecidos socioeconomicamente; e investimentos para o campo da divulgação.

compreensão pública de ciência, modelos de divulgação científica, cidadania

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

As histórias que lemos e as que ainda queremos ler: 30 anos de História da Química na QNEsc

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160487

Letícia dos Santos Pereira
Paulo Alves Porto

30 Anos de QNEsc

Em seus 30 anos de existência, QNEsc publicou uma variedade de estudos sobre a história e epistemologia da química e suas múltiplas relações com a educação química. As temáticas mais frequentes se relacionam a conteúdos comumente encontrados em currículos e livros didáticos da Educação Básica, e também a questões sobre a natureza da ciência. Neste artigo, contemplamos um olhar retrospectivo sobre a seção História da Química de QNEsc, ao mesmo tempo em que refletimos sobre alguns temas de pesquisa que gostaríamos de ver mais frequentemente nas páginas desta revista – como aspectos da história da química no Brasil e perspectivas históricas multiculturais. Por fim, convidamos nossos colegas para pensar e construir o futuro desta seção olhando para os desafios e potencialidades da história, da filosofia e do ensino de química no presente.

história da química, história e ensino de química, QNEsc 30 anos

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

Do papel ao digital: trinta anos de diálogos na Educação em Química e Multimídia

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160479

Bruno Silva Leite

30 Anos de QNEsc

Neste artigo apresenta-se uma visão panorâmica da seção “Educação em Química e Multimídia” (EQM), destacando os principais objetivos das publicações e contribuições para o ensino de Química. Para isso, foi realizada uma revisão dos artigos que envolviam as tecnologias digitais publicados na seção EQM. Os resultados mostram que os artigos da EQM apresentam contribuições para os processos de ensino e aprendizagem da Química, por meio de diferentes Recursos Didáticos Digitais. Ademais, observou-se a existência de artigos publicados em outras seções da QNEsc, como Relatos de Sala de Aula e Ensino de Química em Foco. Dessa forma, constata-se que o número de publicações na seção ainda é baixo, quando comparado ao destaque que as tecnologias têm tido na sociedade, em especial, nos ambientes educacionais. Por fim, aponta-se para a importância da EQM nos processos de ensino e aprendizagem da Química e seu papel em divulgar as pesquisas mais atuais envolvendo as tecnologias digitais.

Química Nova na Escola, ensino de química, recursos didáticos digitais

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

02-EQM-29-12.pdf PDF: Material Suplementar

 

Revisão sistemática sobre estratégias didáticas publicadas ao longo dos 30 anos da QNEsc para subsidiar o planejamento de ensino e a formação de professores de Química

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160477

Amadeu Moura Bego
Paola Gimenez Mateus Alves
Angélica Ramos Da Luz

30 Anos de QNEsc

Neste trabalho, com base no modelo de planejamento de ensino das Unidades Didáticas Multiestratégicas, discute-se que as estratégias didáticas desempenham um papel decisivo e concreto na consecução dos objetivos de aprendizagem propostos pelo professor. Por isso, saber escolhê-las e organizá-las adequadamente na estruturação do processo de ensino e aprendizagem faz parte de um aprendizado docente imprescindível para garantir a coerência e efetividade dos princípios assumidos. Nesse sentido, o acesso a exemplos concretos e bem fundamentados torna-se essencial, evidenciando a relevância deste artigo de revisão sistemática da literatura, cujo objetivo é sistematizar diferentes estratégias didáticas publicadas ao longo dos 30 anos da QNEsc para subsidiar o planejamento de ensino e a formação de professores de Química.

planejamento de ensino, unidades didáticas multiestratégicas, formação de professores de Química

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

02-EQM-29-12.pdf PDF: Material Suplementar

 

Três décadas de extensão na QNEsc: uma análise sobre os modelos de comunicação da Ciência e contribuições para a formação inicial de professores de Química

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160471

Maurícius Selvero Pazinato
Camila Greff Passos
Nathália Marcolin Simon

30 Anos de QNEsc

A revista Química Nova na Escola (QNEsc) celebra 30 anos de contribuições ao ensino de Química. Em comemoração a essa data, buscamos neste artigo analisar as atividades extensionistas publicadas na revista, considerando os modelos de comunicação pública da ciência e tecnologia. Para isso, inicialmente adotamos a pesquisa bibliográfica como procedimento para identificar e quantificar os artigos publicados na QNEsc durante os seus 30 anos que relatam ações extensionistas de forma direta ou indireta. Identificamos 25 artigos sobre extensão, os quais evidenciam diversidade de programas, projetos, oficinas e eventos, e que convergem para a comunicação pública da ciência. A maioria das ações segue os modelos de déficit ou contextual, focados na transmissão de informações, enquanto algumas promovem maior engajamento do público, como nos modelos leigo e de participação pública. Apresentamos também experiências de disciplinas de estágio da Licenciatura em Química da UFRGS inspiradas na QNEsc. Os resultados reafirmam o papel essencial da revista na valorização da extensão e indicam caminhos para fortalecer práticas que integrem ensino, pesquisa e extensão na formação de professores.

QNEsc, extensão, pesquisa bibliográfica, curricularização da extensão

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

02-EQM-29-12.pdf PDF: Material Suplementar

 

Quintal Químico: uma proposta de práxis intercontextual aplicada ao Ensino Médio nas aulas de Práticas Laboratoriais de Química

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160463 

Ana Paula Albuquerque de Sousa
Maria Goretti de Vasconcelos Silva (in memoriam)
Bárbara Suellen Ferreira Rodrigues
Carlos Alberto Santos de Almeida

Relatos de Sala de Aula

Educadores de Química convivem com altos índices de rejeição, e os avanços nessa área são insuficientes para superar entraves epistemológicos, ético-políticos, filosóficos e didático- metodológicos. Nesse contexto, o Quintal Químico surge como uma práxis para o enfrentamento desse imbróglio. O objetivo deste relato é apresentá-lo como uma alternativa ao ensino tradicional e propício à formação de sujeitos intercontextuais. A metodologia adotada é quantitativa descritiva e tem características de uma pesquisa de aplicação, envolvendo o planejamento, o desenvolvimento e a análise de uma proposta de ensino numa escola estadual de Ensino Médio de Fortaleza-CE para intervir na realidade e produzir conhecimento. A coleta de dados originou-se de ações dialéticas e da aplicação de um questionário on-line com os educandos. Na análise de dados adotou-se parâmetros estatístico-descritivos das medianas e desvios-padrão das percepções discentes. Como corolário, o Quintal Químico pode contribuir com o ensino de Química ontodialético porque provocou os educandos a repensarem seus paradigmas existenciais, instigando-os a fazerem uma releitura histórico-dialética das suas realidades adversas numa perspectiva emancipadora.

química intercontextual, química ontológica, interdisciplinaridade dialética

02-EQM-29-12.pdf PDF: Relatos de Sala de Aula

 

A dimensão epistêmica do discurso em uma sequência de ensino investigativa sobre pilhas e baterias

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160467

Zuleide Alves
Mesaque Andrade das Neves
Adjane da Costa Tourinho e Silva
Elizabete Lustosa Costa

Cadernos de Pesquisa

Este artigo apresenta uma análise da dimensão epistêmica do discurso em uma sala de aula de Química, focalizando o movimento das concepções dos alunos por entre os diferentes níveis de conhecimento químico e suas relações com as intervenções utilizadas pelos professores no trabalho de mediação. A análise voltou-se às interações discursivas e aos registros escritos dos alunos produzidos ao longo de uma sequência de ensino investigativa (SEI), que teve como tema “Pilhas e baterias: composição, funcionamento, uso e descarte” e foi desenvolvida em forma de oficina por dois pibidianos em uma turma da 2ª série do ensino médio de uma escola pública do Nordeste. Os dados, obtidos por meio de gravações em áudio e vídeo e de questões presentes no material instrucional, foram submetidos à análise considerando-se categorias denominadas de epistêmicas, dispostas na literatura, e outras construídas à posteriori. Os resultados revelam a evolução das ideias dos alunos dirigindo-se às articulações entre os dados empíricos e as explicações teóricas da ciência.

dimensão epistêmica do discurso, sequência de ensino investigativa, ensino de química

02-EQM-29-12.pdf PDF: Cadernos de Pesquisa

02-EQM-29-12.pdf PDF: Material Suplementar

 

Evolução dos modelos didáticos de licenciandos de um curso de Química na modalidade a distância

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160474

Mario Roberto Barro
Marcello Henrique da Silva Cavalcanti
Salete Linhares Queiroz

O Aluno em Foco

Este trabalho apresenta o estudo da evolução dos modelos didáticos de licenciandos de um curso de Química a distância, que cursaram disciplinas pedagógicas via blogs, onde realizaram atividades voltadas ao conhecimento e aplicação de estratégias de ensino e aprendizagem, e elaboraram diários coletivos de estágio como instrumento de reflexão sobre as ações realizadas durante os estágios supervisionados. Os dados desta pesquisa foram coletados por meio da aplicação, em quatro momentos, de um questionário online, elaborado de acordo com o inventário de Santos Jr. e Marcondes (2010). As análises foram realizadas segundo a concepção de modelo didático de García Pérez (2000). Inicialmente, os licenciandos apresentavam um modelo eclético, apresentando características antagônicas. No final do processo, houve uma tendência de evolução para um modelo híbrido espontâneo/alternativo. Este estudo possibilitou o acompanhamento do profissional em formação e o aprofundamento da reflexão sobre as suas concepções a respeito da docência.

formação inicial de professores, química, modelos didáticos, blog

02-EQM-29-12.pdf PDF: O Aluno em Foco

02-EQM-29-12.pdf PDF: Material Suplementar

 

Ensino de Química e Literatura: uma análise de artigos

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160470

Marcelo Pimentel da Silveira
Fábio Peres Gonçalves

30 Anos de QNEsc

A articulação entre Química e Literatura tem sido um objeto de estudo. Mas, tem-se evidências da ausência de uma sistematização de trabalhos de Ensino de Química que tratam dessa articulação. Assim, nosso objetivo foi caracterizar, a partir da análise de artigos, quais obras literárias têm sido apontadas como possibilidades à articulação entre Ensino de Química e Literatura e as abordagens educativas adotadas nessa aproximação. Foram consultados os indexadores DOAJ, Dialnet, Scielo e Portal de Periódicos da Capes. A partir disso constituíram o corpus de análise 20 artigos publicados entre 2010 e 2022 e submetidos aos procedimentos da análise textual discursiva. Depreende-se da análise um destaque às contribuições do escritor Primo Levi. Há ainda uma concentração de abordagens direcionadas à Educação Superior e à formação docente. Cumpre registrar aqui o papel importante da Química Nova na Escola nesse processo de disseminação de conhecimentos sobre Ensino de Química e Literatura.

Ciência e Literatura, obras literárias, educação em Ciências

02-EQM-29-12.pdf PDF: 30 Anos de QNEsc

 

Tem ATD na nossa (ces)sexta: o conto de uma sala de aula

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160472

Vivian dos Santos Calixto

Relatos de Sala de Aula

A Análise Textual Discursiva (ATD) tem na Educação Química sua gênese, porém com o passar dos anos vem sendo implementada em diversas áreas. Sua metamorfose tem oportunizado, além da extensão disciplinar, a incorporação de caminhos singulares de operacionalização. Neste artigo intenciona-se compreender facetas dessa transformação mediante investigação do seu potencial enquanto metodologia de ensino. Para tanto, investigou-se uma sala de aula da pós-graduação que assumiu a ATD como referencial teórico/metodológico. Como material empírico foram analisados, via ATD, textos finais de dez pós-graduandos. Dentre as pistas emergentes desvela-se a potência da ATD como uma estratégia de ensino que se ancora na pesquisa enquanto princípio pedagógico e na escrita em sua função epistêmica para a ampliação de horizontes da Educação Química, tais como: i) compreensão do conceito de fenômeno; ii) sua tradição; iii) bildung; iv) incorporação de princípios hermenêuticos; e v) promoção da criatividade.

análise textual discursiva, estratégia de ensino, educação química

02-EQM-29-12.pdf PDF: Relatos de Sala de Aula

 

Teoria da aprendizagem significativa crítica e a interculturalidade no ensino da Química: construindo relações a partir do estado da arte

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160465

Vandreza S. Santos
Ivanise M. Rizzatti
Marco A. Moreira

Cadernos de Pesquisa

Este artigo analisa a produção acadêmica na área de Ensino de Química que relaciona a Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica (TASC) à interculturalidade, com foco no ensino e aprendizagem de conceitos de bioquímica. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, adotou a Análise Textual Discursiva como técnica de análise dos dados. Os resultados revelam que, nos últimos dez anos, 16,7% das pesquisas utilizam a Teoria da Aprendizagem Significativa (TAS) como referencial teórico, e somente uma (5,5%) adota explicitamente sua vertente crítica (TASC), em um universo de 18 textos que compõem o corpus de análise. A articulação entre TASC e interculturalidade mostrou-se ainda mais incipiente, sendo esta última mais frequentemente discutida em estudos das áreas da Filosofia, Ciências Sociais e Antropologia, especialmente em contextos de educação do campo e indígena. Não foram encontradas, no entanto, investigações que correlacionem diretamente essas duas abordagens no âmbito do ensino de Química.

ensino-aprendizagem, sociocultural, bioquímica

02-EQM-29-12.pdf PDF: Cadernos de Pesquisa

 

Do lixo à reflexão: sequência didática sobre plásticos recicláveis e conscientização ambiental no ensino de Química

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160468

Giseli Will
Gilmene Bianco

Ensino de Química em Foco

O objetivo deste estudo foi aplicar uma sequência didática sobre plásticos recicláveis em duas turmas da segunda série do Ensino Médio, com o intuito de estimular a conscientização ambiental dos estudantes, abordando o impacto do descarte inadequado desses materiais em associação aos conteúdos de Química. A sequência didática foi desenvolvida em quatro etapas, que incluíram atividades como jogos educativos, coleta de resíduos plásticos e discussões em grupo. A pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-ação, teve a coleta de dados realizada por meio de um diário de bordo e entrevistas semiestruturadas, os quais foram analisados por meio do método de análise temática. Os resultados demonstraram que a sequência didática, ao integrar elementos lúdicos e práticos, aumentou o engajamento dos estudantes, ampliou seus conhecimentos sobre plásticos recicláveis e incentivou reflexões críticas sobre o impacto ambiental desses materiais e a necessidade de práticas sustentáveis, como a reciclagem e o descarte adequado.

práticas sustentáveis, ludicidade, reciclagem

 PDF: Ensino de Química em Foco

 

WebQuest: aplicação no aprendizado de gestão da qualidade para o curso de Bacharelado em Química

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160466

Kaique Dias Galera
Vitor Hugo Polisel Pacces
Igor Renato Bertoni Olivares

Relatos de Sala de Aula

Atividades relacionadas à gestão da qualidade comumente estão atreladas à investigação (promovida, por exemplo, por meio de auditorias), seja na avaliação de documentos técnicos ou até mesmo na avaliação das instalações físicas de laboratórios ou empresas. Nesse sentido, o presente trabalho propôs a aplicação de uma metodologia ativa de ensino, a WebQuest, durante um semestre na disciplina de gestão da qualidade. A WebQuest pode ser entendida como uma estratégia educacional que aproveita o potencial da internet para envolver os alunos em atividades de aprendizagem baseadas na investigação. A simulação de auditoria de primeira parte (auditoria interna) proposta pelo enredo da WebQuest elaborada, demonstrou-se bem-sucedida e atingiu os objetivos, que consistiam em: apresentar e preparar os alunos para situações reais encontradas no contexto de gestão da qualidade; engajar e estimular a busca por não conformidades; identificar a causa raiz dos problemas e propor ações corretivas. Os resultados apontam para uma boa recepção da atividade pelos alunos, refletindo no engajamento nas atividades, apesar das dificuldades encontradas por parte dos estudantes. Por fim, foi possível constatar a efetividade da atividade em engajar e estimular os discentes na busca por conhecimento, além de fornecer aos mesmos uma oportunidade de se aprofundar em um sistema de gestão da qualidade conforme requisitos da norma ISO/IEC 17025 (ABNT, 2017), aperfeiçoando suas habilidades investigativas e de manuseio de documentos técnicos.

WebQuest, gestão da qualidade, ISO/IEC 17025:2017

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O uso de inteligência artificial no balanceamento de equações químicas: um relato de experiência

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160462

Miguel A. Medeiros
Claudia N. Sakai

Espaço Aberto

Este trabalho avaliou as habilidades e limitações dos chatbots ChatGPT e Gemini no balanceamento de equações químicas do Ensino Médio. Adotou-se uma abordagem exploratória e comparativa com dez equações desbalanceadas, apresentadas às IAs por meio de comandos padronizados. As respostas foram analisadas quanto à exatidão, estrutura explicativa, consistência e capacidade de aprendizagem. O Gemini resolveu corretamente sete equações, e o ChatGPT, seis. Uma equação não foi solucionada por nenhuma das ferramentas na primeira tentativa. Ambas demonstraram capacidade de aprendizado e melhoria das respostas após múltiplas interações. Conclui-se que, apesar das limitações, os chatbots se mostram promissores como apoio pedagógico no ensino de Química.

inteligência artificial, chatbot, ensino de química

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Química Nova na Escola: autoria dos artigos publicados em três décadas de existência

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160464

Salete Linhares Queiroz
Caio Moralez de Figueiredo
Felipe Santana Pena
Pabllo Abreu Alves

30 Anos de QNEsc

Este trabalho tem como objetivo investigar a autoria dos artigos publicados na revista Química Nova na Escola (QNEsc) em três décadas de existência. Para tanto, foram consultados 1008 artigos, publicados entre 1995 e 2024, e estabelecidas relações entre os artigos e as respectivas seções e autores. Dentre os 1816 autores localizados, um total de 18, que apresentaram 10 ou mais publicações, foram selecionados para a realização de análise com base no programa Gephi, que permite a análise de redes de interação. Os resultados mostram a relevância destes autores para a manutenção da qualidade e da perenidade da QNEsc, ao oferecerem não só sustentação inicial para a revista, mas também subsídios para que se desenvolvesse, prestigiando-a com a publicação de artigos nas suas várias seções.

QNEsc, educação em química, autoria

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A música no ensino de ciências da natureza: uma revisão sistemática da literatura

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160461

Joice Menezes Lupinetti
Daniele Correia

Cadernos de Pesquisa

Ao introduzir elementos musicais no processo de aprendizagem de ciências da natureza, tais como melodias, ritmos e letras, busca-se criar novas experiências educacionais que promovam a compreensão crítica e reflexiva acerca de temas científicos por parte dos alunos. Diante do exposto, realizamos uma revisão sistemática da literatura (RSL) sobre o objeto de estudo “música no ensino de ciências da natureza”. Buscamos caracterizar as diferentes abordagens sobre sua utilização em aulas na educação básica, bem como discutir sobre os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais que são possibilitados por meio das propostas, utilizando, para tanto, o referencial de Zabala (1998). Por fim, os resultados evidenciam um crescente aumento da produção científica relacionada à inserção da música. No que diz respeito aos impactos percebidos, ressaltam-se as aprendizagens de conteúdos atitudinais, revelando-as como um recurso que promove o engajamento e a motivação dos estudantes.

ensino de ciências da natureza, educação musical, revisão sistemática

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Ida Noddack e Lise Meitner: Questões de Gênero e a Descoberta da Fissão Nuclear

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160460

Márjorie C. dos S. M. Dantas
Indianara Silva

História da Química

Esse artigo visou compreender as contribuições de Ida Noddack (1896-1978) e Lise Meitner (1878-1968) para o processo de descoberta da fissão nuclear e as opressões sofridas durante a formação e a construção do conhecimento científico. Os estudos realizados em 1934 por Enrico Fermi (1901-1954) e seus colaboradores sobre os elementos transurânicos chamaram a atenção de Noddack. Contudo, ela constatou que as evidências experimentais de Fermi estavam incompletas e passou a discuti-las em seus trabalhos. Após cinco anos dos trabalhos realizados por Fermi, os cientistas Otto Hahn (1879-1968), Fritz Strassmann (1902-1980), Meitner e Otto Frisch (1904- 1979) foram considerados os pioneiros da descoberta da fissão nuclear. Apesar de Meitner ter liderado a investigação, apenas Hahn recebeu o Prêmio Nobel de Química de 1944. As possíveis razões para a rejeição aos trabalhos teóricos desenvolvidos por Noddack e Meitner envolveram diversos fatores, como, por exemplo, visão androcêntrica da ciência, preconceito de gênero, desconfiança e interesses políticos e sociais.

mulheres nas ciências, efeito Matilda, elementos transurânicos

 PDF: História da Química

 

Área de Educação em Química: evolução nas regiões e instituições brasileiras em três décadas

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160459

Daniela Marques Alexandrino
Salete Linhares Queiroz

Cadernos de Pesquisa

O Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ) propicia a ampla difusão de conhecimentos referente à área de Educação em Química. Este manuscrito tem como objetivo analisar 2552 trabalhos presentes nos anais do evento no período que inclui seu início em 1982 até completar a terceira década em 2010. Esses trabalhos foram investigados com relação aos seguintes aspectos: ano de apresentação, região geográfica brasileira e instituição de origem. Foram localizados trabalhos de todas as unidades da federação, porém a distribuição da produção é bastante irregular, com proeminência para a região Sudeste, que concentrou quase metade da produção analisada. A distribuição da produção das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul foram equiparadas. A produção da região Norte foi exígua, com apenas 2,5% do total da produção. Em relação às instituições de origem dos autores, um pouco mais da metade da produção concentra- -se em catorze instituições, com destaque para a Universidade de São Paulo. Além disso, ocorreu disparidade com relação à produção da Universidade Federal do Ceará comparada à da Universidade Federal de Goiás, de modo que a produção da primeira vai ficando escassa ao longo do tempo, enquanto a segunda, que não apresentou trabalhos inicialmente, teve considerável produção na terceira década. Ficou também evidente a importância da realização das edições do ENEQ em diversas regiões do país, pois a participação dos autores está fortemente vinculada e esse fator. Os dados apresentados e discutidos neste manuscrito possibilitam a reflexão sobre a ampliação e delineamento de novas pesquisas e a proposição de ações visando o fortalecimento da área de Educação em Química em todo o território nacional.

ENEQ, educação em química, pesquisa educacional

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Explorando a capacidade de adsorção de macroalgas marinhas: uma abordagem didática com Sargassum filipendula e Kappaphycus alvarezii

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160456

Isis Verona Nascimento da Silva Franzi
Kamila Lacerda da Silva
Anderson Gomes de Paula

Experimentação no Ensino de Química

Este artigo apresenta uma abordagem prática para o ensino de química ambiental no Ensino Médio, utilizando as algas Sargassum filipendula e Kappaphycus alvarezii. O estudo destaca a capacidade dessas algas de remover metais pesados de efluentes, abordando uma questão ambiental relevante. A metodologia propõe proporcionar aos alunos uma experiência prática acessível, utilizando materiais comuns para tornar o aprendizado mais envolvente e vinculado à sustentabilidade. O experimento tem o potencial de ampliar a compreensão dos estudantes sobre o impacto das atividades humanas no meio ambiente, estimulando a conscientização acerca de práticas sustentáveis. Além disso, a integração entre teoria e prática é enfatizada como estratégia para consolidar o conhecimento e desenvolver habilidades essenciais ao pensamento científico, alinhando-se aos objetivos de uma educação que prepara os alunos para os desafios ambientais e tecnológicos do futuro. 

atividade experimental, macroalgas, adsorção

02-EQM-29-12.pdf PDF: Experimentação no Ensino de Química

 

Química forense e a violência contra mulher: um estudo de caso com as futuras cientistas

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160457

Alessandra G. da Costa
Adriana M. das Neves
Daniele G. Müller
Jessica M. Mota
Juliane Natália L. da Silva
Vânia R. de Lima

Química e Sociedade

Este artigo descreve uma imersão científica de cinco alunas de ensino médio focada na aplicação da química forense associada à violência contra a mulher, viabilizada por um projeto aprovado pelos autores no Edital Futuras Cientistas (CETENE/CNPq). A metodologia de trabalho contou com palestras, aulas teóricas e experimentais para obtenção de noções jurídicas e de conhecimento sobre química forense, e posterior apresentação de um estudo de caso inédito, que descrevia um possível crime de feminicídio. A cena do crime e os suspeitos foram simulados em um laboratório. As estudantes analisaram por experimentação os vestígios do crime no local, encontrando o principal suspeito, e foram aptas a classificar o tipo de crime. A elucidação deste estudo de caso, estabeleceu as etapas da imersão para serem aplicadas total ou parcialmente em escolas de ensino médio como ferramenta para sensibilização e redução da violência contra a mulher.

violência, mulher, química, experimentação

02-EQM-29-12.pdf PDF: Química e Sociedade

 

De vala a córrego: Transformando a percepção ambiental através da aprendizagem baseada em projeto no ensino de Química

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160453

Iago G. Costa
Maria C. S. Gomes
Gabriel J. Curti
Cristiane Pilissão

O Aluno em Foco

A poluição hídrica em rios urbanos é um problema significativo em muitas cidades brasileiras. Para enfrentar esse desafio, diversas iniciativas buscam reduzir o descarte inadequado de poluentes e minimizar as águas residuais, conforme preconizado pelo sexto Objetivo do Desenvolvimento Sustentável da ONU. No contexto escolar, a metodologia “Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP)” se destaca como uma abordagem eficaz, envolvendo os estudantes em projetos autênticos que promovem o desenvolvimento sustentável. Neste trabalho, a ABP foi aplicada no Programa de Residência Pedagógica (CAPES/MEC) com uma turma de 2º ano do ensino médio, abordando a problemática da poluição do Córrego Capão da Imbuia, adjacente à escola. Os estudantes foram divididos em grupos para criar iniciativas que reduzissem o descarte inadequado de plásticos no córrego. O projeto aumentou o engajamento dos estudantes nas aulas de Química e elevou a conscientização da comunidade escolar sobre a questão ambiental do córrego.

poluição hídrica, desenvolvimento sustentável, metodologia baseada em projetos

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A informática no ensino de Química: desenvolvimento de um dispositivo virtual para o estudo de pilhas

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160454

Natanael de S. Sousa
Tayla T. B. Costa
Maria Célia P. Costa

Ensino de Química e Multimídia

A dificuldade no estudo da Química é um problema que persiste em nossas escolas por anos. Assim, este trabalho apresenta o desenvolvimento e aplicação do dispositivo virtual Flash Cell para o estudo de pilhas no Ensino Médio. O aplicativo foi criado em linguagem flash, sendo executável em qualquer computador com sistema Windows. O Flash Cell usa animações e interações computacionais para melhor ilustrar os conceitos de Pilhas, auxiliando os alunos na transição entre os três níveis do conhecimento químico: macroscópico (mostrando os fenômenos visíveis), simbólico (com as semirreações) e submicroscópico (com ilustração dos fenômenos moleculares). O Flash Cell foi aplicado em aulas de Química e a análise de aplicação deu-se por audição dos alunos e uso de questionário avaliativo, os quais sugeriram que o dispositivo contribuiu para a aprendizagem, promovendo melhor compreensão dos conceitos envolvidos e despertando o interesse dos alunos pelas tecnologias digitais e pela disciplina.

ensino de Química, pilhas, software

 PDF: Ensino de Química e Multimídia

 

Unidades de Ensino Potencialmente Significativas (UEPS): uma abordagem da temática de números quânticos utilizando ferramentas TICs e animações

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160452

Fabricio Rodrigues Pereira
Bruno Magela de Melo Siqueira
Wanderson Romão
Paulo Rogerio Garcez de Moura

Ensino de Química e Multimídia

Este estudo investigou a eficácia no ensino de números quânticos, inseridas na metodologia Unidades de Ensino Potencialmente Significativas (UEPS) utilizando animações. A mecânica quântica, com foco no nível eletrônico, foi abordada de maneira contextualizada no âmbito desta pesquisa. A abordagem foi baseada na produção, validação e aplicação de material de ensino utilizando ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), associadas à teoria da aprendizagem significativa (TAS). O objetivo foi promover a aprendizagem significativa de conceitos específicos, na temática de números quânticos, levando em consideração seus conhecimentos prévios, denominados subsunçores. A pesquisa relacionou os conceitos de distribuição eletrônica e camadas eletrônicas com o número quântico principal, secundário (ou momento angular), magnético e o spin eletrônico. A análise dos resultados foi realizada sob uma abordagem mista, que evidenciou indícios de aprendizagem significativa nas etapas qualitativas a partir das relações estabelecidas pelos estudantes entre tema proposto e diversas situações reais do cotidiano, assim como os resultados de Ferreira et al. (2020), e na etapa quantitativa, 96% dos estudantes alcançaram resultados satisfatórios de aprendizagem nos questionários, assim como os resultados de Gomes e Souza (2023).

ensino de Química, aprendizagem significativa, tecnologia da informação e comunicação

 PDF: Ensino de Química e Multimídia

 

As mulheres cientistas e a descoberta de elementos químicos

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160448

Juliana Magalhães Charamba de Souza
Lucas dos Santos Fernandes

História da Química

As narrativas históricas sobre a descoberta de elementos químicos (EQs) apresentam predominantemente personagens masculinos. Buscando dar visibilidade a personagens invisibilizados pela historiografia da ciência tradicional, este estudo investigou a participação de mulheres cientistas na descoberta de EQs. Para isso, foram consultadas fontes históricas primárias e secundárias. A análise dessas fontes revelou que quatorze mulheres cientistas participaram da descoberta de quatorze EQs: Po, Ra, Pa, Re, Fr, At, Db, Rf, Sg, Fl, Mc, Lv, Ts e Og. Além disso, algumas delas, como Marie Curie (1867-1934) e Lise Meitner (1878-1968), contribuíram para o desenvolvimento de teorias que levaram à descoberta de EQs radioativos e artificiais. Espera-se que o levantamento histórico realizado seja utilizado no ensino de Química tanto para discutir conceitos científicos quanto para debater questões de gênero na ciência.

mulheres cientistas, elementos químicos, História da Química

 PDF: História da Química

 

Ciência em ação: estudantes investigam a degradação de sacolas e canudos por compostagem

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160450

Rayane V. V. de Oliveira
Eduarda B. S. de Melo
Sofia de F. R. de Oliveira
Manuela B. Dias
Juliana da S. Xavier
José Carlos C. da S. Pinto
Larissa L. de A. Carvalho
Natasha K. Sitton
Jéssica B. Alves
Verônica de S. Mussoi
Luciana da S. Dutra
Ariane J. Sousa-Batista

Espaço Aberto

O aumento do descarte incorreto dos plásticos no meio ambiente leva à busca por estratégias sustentáveis para a redução dessa poluição, como o uso de plásticos biodegradáveis e a conscientização da população. Abordamos a conscientização ambiental em uma escola de ensino médio através da realização de ensaios de degradação por compostagem de canudos e sacolas. Com isso, estimulamos estudantes a exercitarem o pensamento e o interesse científico, por meio de aprendizados de metodologia científica, da acessibilidade à infraestrutura de laboratórios de pesquisa conceituados, da promoção da educação ambiental e da demonstração prática da importância das ciências exatas e biológicas no contexto social e econômico em que estão inseridos.

poluição plástica, biodegradável, compostagem

02-EQM-29-12.pdf PDF: Espaço Aberto

 

Jogando com fórmulas e reações: ludicidade no ensino de Química para explorar a representação molecular no balanceamento químico

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160451

Pedro Naum de Lima
Luciane Fernandes de Goes
Carmen Fernandez

Química e Sociedade

A Química possui uma linguagem própria que os alunos precisam aprender a interpretar. O uso de equações para representar reações químicas pode ser desafiador, pois muitos não veem a conexão com os fenômenos das transformações químicas, dificultando a compreensão da estequiometria. Para enfrentar esse desafio, foi realizada uma atividade lúdica no Programa de Residência Pedagógica. A partir das dificuldades observadas em exercícios de balanceamento, os residentes propuseram uma atividade didática que conectava o nível simbólico da Química ao nível submicroscópico. Com lousa, crachás e jogos teatrais, os alunos interpretaram átomos, formando compostos e resolvendo desafios de balanceamento. Durante a representação teatral, os alunos puderam perceber a complexidade do processo, o que os ajudou a compreender a importância da representação química e sua conexão com os fenômenos. Após a atividade, mostraram maior facilidade em resolver os exercícios, ressaltando o papel motivador e explicativo do jogo na educação científica.

jogos didáticos, ensino de Química, níveis de representação

on-line ISSN 2175-2699
impreso ISSN 0104-8899
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