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QNEsc Vol. 39 No2

Qumica Nova na Escola
Vol. 39 No2
Maio de 2017

Editorial

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Os Editores

 

Expediente/Sumário

20-Normas.pdf PDF: Expediente/Sumário

 

O Rio e a Escola: uma experiência de extensão universitária e de educação ambiental

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160067

Marcia E. A. Carvalho
Mônica R. Franco
Samuel Zanatta
Raquel A. Oliveira
Maria A. P. Pipitone

Química e Sociedade

Apresentamos o relato de uma experiência de extensão universitária que envolveu o planejamento, por parte de estudantes de pós-graduação, de uma atividade de ensino contextualizado em Química para alunos do ensino médio de uma escola pública estadual paulista. As atividades de natureza teórico-prática tiveram o objetivo de desenvolver o conhecimento dos parâmetros de qualidade de água a partir da exploração didático-pedagógica do Ribeirão Guamium, que margeia a escola e é afluente do Rio Piracicaba. A utilização de uma temática relacionada ao ambiente e ao cotidiano dos alunos, bem como a inclusão de práticas experimentais na escola, apresentou-se como um instrumento relevante para ampliar a motivação dos estudantes diante da aprendizagem da Química em sua interface com a questão ambiental.

educação ambiental, extensão universitária, ensino de Química

02-EQM-29-12.pdf PDF: Química e Sociedade

 

Terpenos, aromas e a química dos compostos naturais

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160068

Lorena O. Felipe
Juliano L. Bicas

Química e Sociedade

Esse artigo tem por objetivo abordar a importância dos terpenos (alcenos naturais) na química dos compostos de aromas. Embora os terpenos não se tratem especialmente de uma função química, essa classe de compostos abrange as principais funções (álcoois, hidrocarbonetos, fenóis, etc.), de forma que a maioria dos membros desse grupo apresentam uma estrutura que se enquadra na chamada regra do isopreno. Tais compostos estão presentes em diversos óleos essenciais, o que os torna importantes para o aroma de muitos produtos naturais. Nesse contexto, as principais vias de produção dos compostos de aroma (síntese química, extração direto da natureza e via biotecnológica) serão apresentadas e exemplificadas. Em resumo, este artigo abordará os aspectos da interdisciplinaridade entre a biologia e a química, particularmente no que se refere à produção seletiva de compostos de aroma (principalmente terpenos) por via biotecnológica.

terpenos, aromas, isomerismo

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Ensino de Química e a Ciência de Matriz Africana: Uma Discussão Sobre as Propriedades Metálicas

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160069

Anna M. Canavarro Benite
Morgana Abranches Bastos
Marysson J. R. Camargo
Regina N. Vargas
Geisa L. M. Lima
Claudio R.M. Benite

Química e Sociedade

Este trabalho analisa extratos de discursos gravados em áudio e vídeo e transcritos em 492 turnos de uma intervenção pedagógica (IP) no ensino de química, envolvendo discussão com alunos sobre racismo, as raízes históricas do racismo no Brasil a partir da diáspora africana e os conceitos envolvidos no estudo das propriedades dos metais, contribuindo para a implementação da lei 10.639/03 no ensino de Química. A contextualização da IP foi realizada por meio de recurso imagético sobre o racismo no Brasil. Os resultados mostraram que os alunos se apropriaram dos conceitos explorados na IP que se caracterizou como uma possibilidade de ensinar a partir da ciência de matriz africana e desconstruir a visão de ciência hegemônica: branca, europeia, masculina e de laboratório.

Ensino de química, Lei 10.639/03, diáspora africana no Brasil

02-EQM-29-12.pdf PDF: Química e Sociedade

 

Criação do Jogo Um Passeio na Indústria de Laticínios visando promover a Educação Ambiental no Curso Técnico de Alimentos

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160070

Jeovane Jefferson S. de Oliveira
Robson O. de Morais
Uliana Karina L. de Medeiros
Maria Elenir N. P. Ribeiro

Espaço Aberto

A Educação Ambiental é hoje um dos assuntos mais discutidos mundialmente, tendo registros relacionados a esse tema desde a década de 1960. Nesse contexto, o ensino de Química tem muito a oferecer, visto que essa ciência ajuda a compreender e modificar o meio no qual estamos inseridos. Criamos o jogo computacional intitulado Um Passeio na Indústria de Laticínios, utilizando o software livre RPG Maker, visando abordar temas ambientais e relacionados à Química com temas específicos da área de Alimentos. O jogo foi desenvolvido em uma turma do Curso Técnico Integrado de Alimentos do IFRN – Campus Currais Novos, seguido de sua avaliação pelos estudantes participantes. O software RPG Maker é ainda pouco utilizado para fins didáticos, mas demonstrou-se viável para abordagem interdisciplinar dos temas propostos. Observamos que o jogo elaborado pode ser utilizado em diferentes contextos, dependendo da estratégia didática do professor.

Educação Ambiental, RPG Maker, Jogos Didáticos

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O Tema Vidro Plano (Tecnologia Float) para a Educação Científica e Tecnológica

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160071

André R. Toquetto

Espaço Aberto

Este artigo procura contribuir para a educação científica e tecnológica de docentes e estudantes dos ensinos médio e tecnológico médio, por meio do tema Vidro Plano (Tecnologia Float). A tecnologia float é uma importante fonte de estudo para o tema Vidro Plano, pois, mediante este processo, podem ser estudados os fatores históricos, sociais, econômicos, tecnológicos, científicos e ambientais relacionados à produção deste material. Para isso, a abordagem da tecnologia float neste trabalho encontra-se dividida em seis tópicos, a saber: Um Pouco da História da Ciência e da Tecnologia Química; Composição da Mistura Vitrificável; Processo de Fusão da Mistura Vitrificável; Arquitetura do Forno e Transformações Químicas; Moldagem do Vidro Float; e Galeria de Recozimento. Na sequência, são abordados os fatores socioambientais e socioeconômicos promovidos pela extração de areia na região do Vale do Paraíba (SP) e pela reciclagem de vidro.

vidro plano, educação CTS, material didático

02-EQM-29-12.pdf PDF: Espaço Aberto

 

Cromatografia em papel: reflexão sobre uma atividade experimental para discussão do conceito de polaridade

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160072

Gislei A. de Oliveira
Fernando C. Silva

Relatos de Sala de Aula

Geralmente, as atividades experimentais são realizadas com os estudantes para que conheçam fatos que explicam uma teoria já apresentada em sala de aula. Essa abordagem dificilmente promove uma problematização, a qual poderia dar sentido e significado aos dados obtidos. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é apresentar aos estudantes uma atividade experimental para discutir o conceito de polaridade, utilizando a cromatografia em papel para separar os pigmentos de pimentões. A atividade experimental foi realizada a partir de outra atividade relatada na literatura. Para obtenção dos dados foram utilizados questionários iniciais e finais. Os resultados indicaram que os estudantes não possuíam conhecimentos básicos, como por exemplo, de solubilidade, mas após a realização dos experimentos, percebe-se uma evolução dos mesmos e entendimento do conceito estudado. As atividades experimentais precisam ser muito mais do que motivação para os estudantes, mas propiciar um espaço para ação e reflexão.

Educação Química, Ensino Médio, Experimentação

02-EQM-29-12.pdf PDF: Relatos de Sala de Aula

 

A constituição do professor/pesquisador no componente curricular de Monografia por meio da escrita em diários de pesquisa

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160073

Vivian dos Santos Calixto
Maria do Carmo Galiazzi

Relatos de Sala de Aula

Este trabalho apresenta compreensões construídas por uma pesquisa que investigou a constituição de licenciandos como professores/pesquisadores no componente curricular de Monografia, em um Curso de Química - Licenciatura. Para tanto, foram analisados dezessete diários de pesquisa, produzidos ao longo do componente, via Análise Textual Discursiva (ATD), desenvolvida por Moraes e Galiazzi (2007). Do processo de análise emergiram três categorias, e apresentamos neste texto a categoria intitulada A escrita como forma de constituir-se professor/pesquisador: pensar a pesquisa a partir de si em si e dos outros em si. Diante da análise e das experiências que tivemos, podemos compreender que a constituição do professor/pesquisador no componente é fundamentada pelo trabalho com a linguagem, especialmente com a escrita, por espaços que priorizam o trabalho coletivo, sempre de forma dialógica, proporcionando interação com a escola e por decorrência da compreensão da pesquisa a partir da prática.

Diário de pesquisa; Escrita; Monografia

02-EQM-29-12.pdf PDF: Relatos de Sala de Aula

 

O milho das comidas típicas juninas: uma sequência didática para a contextualização sociocultural no ensino de Química

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160074

Jéssyca B. S. Rodrigues
Patrícia M. M. Santos
Rozeane S. Lima
Teresa C. B. Saldanha
Karen C. Weber

Relatos de Sala de Aula

Este trabalho apresenta uma sequência didática que aproxima conceitos químicos da realidade dos estudantes numa perspectiva de contextualização sociocultural, estruturada na dinâmica dos momentos pedagógicos. A sequência didática tem como tema central o milho, ingrediente principal das comidas típicas das festas juninas, manifestação cultural de grande importância em nosso país. As discussões acerca do tema seguiram três eixos norteadores (produção, uso e aspectos nutricionais do milho), enquanto os conteúdos químicos de pressão e temperatura, funções orgânicas e moléculas de interesse biológico foram trabalhados de forma integrada com os temas transversais saúde e agricultura. A aplicação desta sequência didática em uma turma de segundo ano do Ensino Médio demonstrou que a abordagem dos conteúdos de forma dialogada estimula o envolvimento dos alunos com a aprendizagem, favorecendo a apropriação da linguagem científica e facilitando a percepção das relações entre o conhecimento químico e o contexto sociocultural dos estudantes envolvidos.

contextualização sociocultural; momentos pedagógicos; milho

02-EQM-29-12.pdf PDF: Relatos de Sala de Aula

 

Estratégia Didática Inclusiva a Alunos Surdos para o Ensino dos Conceitos de Balanceamento de Equações Químicas e de Estequiometria para o Ensino Médio

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160075

Jomara M. Fernandes
Ivoni Freitas-Reis

Ensino de Química em Foco

Neste relato apresentamos algumas reflexões decorrentes do processo de desenvolvimento e aplicação de uma sequência de ensino, proposta no âmbito do projeto denominado Universidade sem Fronteiras, com o objetivo de possibilitar a abordagem contextualizada de conceitos da termoquímica e química orgânica. Com base em uma experiência vivenciada por licenciandos do Curso de Química, alunos e professores do Ensino Médio participantes do projeto, a questão problematizadora - Qual o melhor combustível?- foi introduzida como tema gerador e as demais ações foram desenvolvidas por meio de música e experimentos. Como resultados destaca-se que a proposta se mostrou eficiente ao promover: espaço de reflexão e desenvolvimento da percepção crítica dos participantes acerca do contexto; interações entre professor/aluno, bem como aluno/aluno; aproximações significativas com as dimensões do conhecimento científico e do conhecimento cotidiano.

Surdez; Pedagogia Visual; Ensino de Química

02-EQM-29-

12.pdf PDF: Ensino de Química em Foco

 

Ensino de química para deficientes visuais: a importância da experimentação num enfoque multissensorial

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160076

Tatyane Caruso Fernandes
Fabiana R. G. Silva Hussein
Roberta C. P. Rizzo Domingues

Ensino de Química em Foco

Há alguns anos está acontecendo no Brasil a transferência dos alunos com necessidades especiais das Escolas Especiais para o Ensino Regular, mas ainda falta preparo dos educadores e estrutura para as escolas realizarem este processo de inclusão. Na literatura científica já existem vários recursos didáticos, porém ainda há muito a se fazer. Considerando a teoria de Vigotski, em que os alunos com necessidades especiais devem aprender os mesmos conteúdos com o mesmo grau de exigência que os demais e, utilizando uma metodologia multissensorial, foi desenvolvida uma sequência de experimentos com a finalidade de facilitar o processo de ensino e aprendizagem do conteúdo de reações químicas por parte de alunos com ou sem problemas de visão. A pesquisa foi realizada com alunos de segundo ano do Ensino Médio. As atividades propostas se mostraram eficientes na melhora da aprendizagem não só dos deficientes visuais como também contribuiu com a aprendizagem dos videntes e na inclusão efetiva desses estudantes em sala de aula.

deficiência visual, experimentação, reações químicas

02-EQM-29-12.pdf PDF: Ensino de Química em Foco

 

A Educação Química em discurso: uma análise a partir da revista Química Nova na Escola (1995-2014)

DOI: http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160077

Bruno S. Pastoriza
José Claudio Del Pino

Cadernos de Pesquisa

Em função da recente comemoração dos 20 anos da revista Química Nova na Escola (QNEsc), este texto visa compartilhar com a comunidade da Educação Química os resultados de um estudo de doutorado que analisou o discurso produzido nessa área a partir das investigações publicadas na QNEsc de 1995 a 2014. Utilizando bases teóricas e metodológicas da Análise de Discurso na pesquisa, desenvolvidas por meio de Análise Temática dos documentos, o artigo aponta a emergência de um enunciado produzido e produtor de um discurso da Educação Química cuja centralidade das ações, dos planejamentos e operações estaria em um sujeito aluno tomado, sistematicamente, a partir de seu nível cognitivo. Compartilhar essa pesquisa com a comunidade da Educação Química visa a trazer uma análise distinta das usuais, em função de seu campo teórico, apresentar outros modos de compreender o próprio discurso objeto de estudo e, assim, potencializar diferentes formas de operar, atuar e produzir nessa área.

Educação Química, Análise de Discurso, Enunciado

02-EQM-29-12.pdf PDF: Cadernos de Pesquisa

 

Revista Completa 39-2

20-Normas.pdf PDF: Revista Completa

 

Normas

20-Normas.pdf PDF: Normas para Submisão

Sociedade Brasileira de Qumica 2017

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on-line ISSN 2175-2699
impreso ISSN 0104-8899
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